Photo 17 Apr 316 notes brazilwonders:

Considerado um dos mais importantes escritores do século 20 e um dos mais renomados autores latinos da história, o escritor colombiano Gabriel García Marquez morreu nesta quinta-feira (17).
Marquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Foi o primeiro colombiano e quarto latino-americano a receber o prêmio, e, na ocasião, agradeceu com um discurso intitulado “A solidão da América Latina” 
"Cara a cara com esta realidade horrenda que pode ter parecido uma mera utopia em toda a existência humana, nós, os inventores das fábulas, que acreditamos em qualquer coisa, nos sentimos inclinados a acreditar que ainda não é tarde demais para nos engajarmos na criação da utopia oposta.
Uma nova e avassaladora utopia da vida, onde ninguém será capaz de decidir como os outros morrerão, onde o amor provará que a verdade e a felicidade serão possíveis, e onde as raças condenadas a cem anos de solidão terão, finalmente e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a terra. “ - Trecho do seu discurso ao vencer o Nobel de Literatura em 1982.

brazilwonders:

Considerado um dos mais importantes escritores do século 20 e um dos mais renomados autores latinos da história, o escritor colombiano Gabriel García Marquez morreu nesta quinta-feira (17).

Marquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Foi o primeiro colombiano e quarto latino-americano a receber o prêmio, e, na ocasião, agradeceu com um discurso intitulado “A solidão da América Latina” 

"Cara a cara com esta realidade horrenda que pode ter parecido uma mera utopia em toda a existência humana, nós, os inventores das fábulas, que acreditamos em qualquer coisa, nos sentimos inclinados a acreditar que ainda não é tarde demais para nos engajarmos na criação da utopia oposta.

Uma nova e avassaladora utopia da vida, onde ninguém será capaz de decidir como os outros morrerão, onde o amor provará que a verdade e a felicidade serão possíveis, e onde as raças condenadas a cem anos de solidão terão, finalmente e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a terra. “ - Trecho do seu discurso ao vencer o Nobel de Literatura em 1982.

Photo 27 Mar 76 notes pirikart:

Tira publica no jornal Brasil Atual: http://www.redebrasilatual.com.br/jornais

pirikart:

Tira publica no jornal Brasil Atual: http://www.redebrasilatual.com.br/jornais

via Pirikart.
Photo 9 Mar 3,012 notes

(Source: tracando)

Photo 9 Feb 24,277 notes

(Source: olheosmuros)

Text 6 Feb (Des) confiança

Olho para a sua face, atônito, a ver só estes grandes céus escuros em meio as fossas de suas olheiras, tomando cuidado para não cair dentro deles, limito-me a observá-los transbordar melancolia invisível, vendo através dos espelhos e da fumaça, direto em sua dor, refletimos um grande nó na garganta que não sai.

Quando tu disseste para confiar em ti, o que realmente quiseste dizer? Pergunto-me se vale a pena, à medida que revejo todas as minhas obsessões, analiso as suas ações, peso os fatos, e espero entre os atos. Confias em mim? Não sei ao certo, tento retornar às tardes nostálgicas em que deixamos escapar os pequenos detalhes de nossas histórias em meio a conversas despretensiosas jogadas fora.

Então, volto ao nó: compartilhamos este silêncio de, ao mesmo tempo, cumplicidade e desconforto, enquanto caímos num abismo por não sabermos agarrar-nos um ao outro, buscando uma pequena salvação que seja, um canto de conforto no abraço do outro. Não sei o que fazer: as palavras travam-me na garganta, engasgo as lágrimas que seguro das tristezas passadas, revisito todas as minhas frustrações e incapacidades, enquanto sofro com as velhas barreiras auto impostas, as quais tento escalar dia após dia, com muito custo e sem sucesso – volto a mim mesmo, estoicismo e cinismo, deixo o momento escapar e penso que talvez seja melhor deixar pra mais tarde – você é parecido demais comigo, veja, lhe seria extremamente desagradável deixar o figurino cair assim em frente ao público.

Neste silêncio, a nossa cumplicidade é de “eu não te falo” e “você não me pergunta”, assim, continuamos a esconder a nossa desconfiança um no outro, ou apenas procuramos manter esta (des) confortável distância.

Text 11 Jan 1 note Mais um ano novo

Eis que mais um ano novo se inicia de verdade com a volta às aulas, e as resoluções são as mesmas de sempre: vou estudar mais, esforçar-me mais, aprender melhor, ser menos dispersivo, ler mais, fazer as coisas com mais antecedência, dentre outras milhares coisas que você queira inserir aqui; porém, sei que tudo isso vai por água abaixo na primeira segunda feira letiva, logo às 7 da manhã, quando começa o primeiro horário e tudo o que eu quero é estar em outro lugar que não seja ali, de preferência dormindo.

Não há nada de novo, nem aqui, nem no front. São as mesmas pessoas, com as mesmas faces, as mesmas conversas, os mesmos sentimentos de ansiedade, depressão, frustração e solidão. Não há nada como o bom e velho: “Calem a boca”, “Este trabalho é pra semana que vem” e “Vocês precisam estudar mais” de pessoas que querem estar ali presentes tanto quanto eu, e olham para os nossos rostos indiferentes e desinteressados  com a frustração de que aquelas pessoas desprezíveis são o futuro deste país.

Apesar da doce esperança de que as coisas serão um pouco diferentes, a razão sabe mais e me diz que não serão. Desejo mudança, meu pulmão anseia por inspirar ares novos, mas a minha inércia apática me prende respirando o mesmo ar velho, quente e amargo.

Spice up your life! Ah, se fosse assim tão fácil… Por que dar uma chance aos outros? Esforçar-se de nada vale, são sempre esperanças jogadas fora, tampouco tenho eu esperança para ser desperdiçada desta maneira. Ainda por cima de tudo, tenho de ouvir que sou muito novo para viver com tamanha apatia, e de que esta é a hora para eu correr atrás – talvez eu deva, porque, ao que me parece, os outros nunca se dispõem a correr atrás de mim, e talvez isso tudo só seja egocentrismo meu – como se eu já não o houvesse feito.

Então é mais um ano novo, mas continua com gosto de ano velho.

Photo 6 Jan 201 notes brazilwonders:

by Laerte

brazilwonders:

by Laerte

Quote 5 Jan 67 notes
Tudo tão triste, e o mais triste
é não ter tristeza alguma.
— Carlos Drummond de Andrade - Canção final (via brazilwonders)
Photo 26 Dec 338 notes
Quote 21 Dec 108 notes

Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê,
pra quê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá.

— Carlos Drummond de Andrade - Não se mate (via brazilwonders)

Design crafted by Prashanth Kamalakanthan. Powered by Tumblr.